segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Entendeu ou quer que eu desenhe?!: Mafalda - do Grande Quino

Com vocês, a inadjetivavel hermanita, Mafalda!!!








Obs:Todos os direitos de imagem e autoria foram devidamente ignorados, rejeitados, desrespeitados, usados de forma ilicita respeitados.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pausa para a Poesia: Humildade - de Cora Coralina

Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.


- Cora Coralina -

sábado, 4 de dezembro de 2010

O que é o Brasil?

     O país do carnaval, futebol, bunda e praia? Um gigante se levantando? Um quintal anglo-americano? Uma utopia mal concretizada? O que é o Brasil? Eu, este filho nato da terra, pois guarani nasci, tenho uma visão um tanto patriótica, mas não que o meu olhar critico sobre estas planícies, serras e planaltos seja omisso.

     Muitos culpam nosso país pelo passado colonialista exploratório, o que não deixou de se perpetuar até hoje, outros pela nossa cultura, e por ai vai. Porém penso, que mediante a estes fatos nada nos impede de melhorarmos, não é nossa condição ou criação que nos prende, impossibilita, claro que possa acarretar demora no processo, porém é passível de solução.

     Mas quando nos tornamos senhores de nós mesmo afetamos uma ordem estabelecida, nada é por que é ou deve ser como afirma os deterministas, sempre tem um motivo por detrás das ações, justamente estes interesses postos e estabelecidos que nos faz crescer com dificuldade e que sempre nos empurra a estaca zero do progresso nacional, interesses de grupos empresariais, de capital, ou de nações desenvolvidas.

     O que nos cabe, como brasileiros, é fazer valer o 7 de Setembro, de modo a seguir por um caminho de progresso para todo nosso povo, e não ao bel prazer de certas partes do país ou de grupos estrangeiros, além de construir relações fraternas para com as outras nações de vez de interesses. Tendo em vista a união das nações sul-americanas, tanto social, como econômico e institucional.

     Então, que tal aproveitar esse período de reflexão que o final de ano nos gera, e preparar para o ano que se anuncia uma mudança de pensamento a fim de aflorar o sentimento nacionalista, para deixar só de reclamar e participar aos fatos e fazer a Democracia ser o que tem em essência. Pensar o que é o Brasil, e o que queremos dele para o presente, e para nossos filhos e netos no futuro?


- João Piatã Ibiajara -

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Chato do politicamente correto

      E eu que pensei que não iriam inventar um modo mais hipócrita de mascara os preconceitos, e num é que me vem esse infortúnio de “politicamente correto”, oh coisa chata é isso.


    Não pode dizer isso, pois pode ser levado como ofensa, não pode dizer aquilo, que vai ser entendido como apologia, não faça aquilo que é mau exemplo. Chegamos à conclusão de que perdemos a malicia, o humor, que por consequência nós sepultou a critica e a auto-critica.

    Exemplo disso foi essa besteirada com o Monteiro Lobato - para os que estão por fora é o seguinte, em certas obras do Lobato tem conotações, segundo os acusadores, de serem conotações racistas e pejorativas ao povo negro na figura da Tia Anastácia, e por isso devem ser tiradas do currículo escolar para não fazer apologia e nem dar mau exemplo as crianças – Mas o preconceito esta ai, não é um livro do Lobato que ira fazer das nossas crianças futuros Hitler, quantas milhões de crianças brasileiras não leram o Monteiro Lobato, e nem por isso geramos uma nação de nazi-fascistas.

     O preconceito não esta nas linhas do Lobato, pois ao ler aquilo a criança não vera maldade, criança é pura, e a conotação que o Lobato da à saudosa Tia Anastácia é puramente descritiva, e não uma comparação pejorativa, de denegrir a personagem. A perversidade da coisa esta na cabeça da pessoa, ninguém nasce preconceituoso, e não será o Lobato que ensinará nossas crianças a serem preconceituosas, mas a sociedade é que ensina as nossas crianças, é ela que alimenta essa idiotice chamada preconceito.

     Não podemos tirar nossas crianças da realidade, não da pra coloca las em uma redoma de cristal, o que temos que fazer é educar elas para amar e respeitar o próximo seja ele negro, pardo, mestiço ou branco, cristão ou do candomblé, e outras diferenças mais.


     Eu defendo a idéia de que as diferenças são como as cores e os tons de um quadro formando uma bela aquarela chamada humanidade.

     O fato é que não é o que dizemos que é errado, mas as conclusões que tiramos, malicia e humor são por essência questionadores de comportamento e opinião. Ser politicamente correto na verdade é ser chamado por outro nome, Falso Moralista. 

Viva ao humor e a malicia, abaixo ao politicamente correto!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

(Des)humana Civilização



Será que tudo é como é?
Será que por detrás destas paredes
Destes estirões de aço e cimento
Existe coração?

Será que a vida desta cidade
Obra mor da Civilização
Que na verdade é outra selva
Que o leão foi deposto e o homem se fez rei de então

Será que entre nós
Vestidos de civis
Mas de ações barbaras
Somos dotados de amor?

Ou será que o amor
Se mudou pro mato
Onde tudo é puro
Nada é enlatado

E o nosso coração
Que era de carne
Se tornou maquina
Fria, metálica, sem vida?

Tornamo-nos solitários
Em multidão
Cheios de nós
Cegos de todos

Mas me vem o poeta
Louco de pedra
Dizer para todos parassem
Pois uma flor do concreto brotou

Supreso Poeta
Que se fez fascinado
Em contemplar que do cinzento concreto estério
Nasceu tão bela viva flor

E diante de sua fascinação
Perguntei o porque de tanto espanto
Com ocorrido sem efeito
Sem expressão

E ele me mirando diz:

"Se deste concreto duro frio e sem vida
Ousou esta  tão bela flor nascer
Porque não ter esperanças de ver
O amor retornar os corações frios de concreto?"

- Polisto Villa Grande -

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Daltonismo de idéias e valores e suas hipocrisias e ignorâncias mascaradas

        Este post não tem nada haver com o distúrbio visual que é nomeado de Daltonismo, é uma mera analogia ao fato de visão de mundo ou de parte dele, é A ou B, é preto ou branco, que muita gente possui, parece que não existe o C, D, F, G e etc, ou o Azul, o Verde, o Amarelo, o Vermelho e etc e tal.

        Sabe, ou é tudo é bom, ou tudo é ruim, é de um extremismo doentio, além de gerar idéias e opiniões errôneas e injustas por consequência, isso principalmente em casos polêmicos, que ousarei falar aqui, porque pra muita gente isso é intocável, vou colocar o dedo na ferida sim senhor(a) e com o dedo melecado de sal, vinagre e álcool, pra desinfetar por fim e cicatrizar de fato.

        Através destes temas com fama de “malditos” segundo a nossa Sociedade, por parte da imposição de certos setores e pessoas de forte influencia por motivos de natureza, com todo o respeito, ridícula. E por outra que aceita a conduta imposta.

        Primeiro, legalização da maconha, vou relatar minha opinião ao final deste raciocínio, o que na verdade farei em todos os pontos que colocar neste post. O que os contra-legalização defendem, segundo eles, a legalização da maconha geraria o morticínio da juventude, mediante ao fato de que a maconha é a porta de entrada para outras drogas, que ira viciar os seus usuários ao ponto de destruir a família, gerar problemas de ordem social e de saúde.

        Agora veremos o ponto de quem defende a legalização, com a legalização, o dinheiro não vai mais para o trafico, que é usado pelo crime organizado para a compra de armas, de drogas sintéticas, e a geração de domínio de morros e comunidades de forma tirana, que torna a comunidade refém do traficante e dos conflitos entre os traficantes e a policia, ou entre eles, além do impedimento de direitos fundamentais como educação, saúde e liberdade de expressão e de ir e vir, e por consequência, a diminuição drástica da violência nas grandes cidades brasileiras, além do mais, garante o controle total da droga perante o Estado, gera recursos para o país via imposto, além da geração de emprego e do turismo pela legalização da maconha mediante os exemplos da Holanda e Jamaica.

        Já o ponto de vista deste reles mortal, eu sou a favor da legalização, porém, creio que a sociedade brasileira não tem cabeça ainda para a legalização, acho que é necessário amadurecer mais essa idéia, fazer com que a população tenha uma opinião bem formada e completa compreensão do fato, segundo, a alegação de que a droga vai ser porta de entrada para outras drogas é uma mentira terrorista, se fosse assim, os 80% dos 100% dos usuários de droga no mundo na década de 60 deveriam ter ido já pra cocaína, crack, LSD e outras, porém, os 80% de maconheiros da década de 60 se mantiveram maconheiros no ano 2000, segundo dados da própria ONU, ou seja, se a tese fosse verdadeira a maconha seria a droga menos consumida do mundo, o que se vê é justamente o contrário.

        E outra, o álcool é mais destrutivo do que a maconha, pois gera diversos acidentes no transito, destrói bem mais famílias, gera um numero assustador de agressões a mulheres por maridos alcoolizados. Então fica um tanto hipócrita ser contra a legalização e não falar dos males do álcool, ninguém é contra a cerveja e sua indústria que tanto manipula nossa sociedade com suas mulheres maravilhosas e situações animadas e descontraídas, como se o mundo fosse maravilhoso.

        Ou seja, demoniza a maconha, mas não fala um ai contra o álcool, além do mais não me venha chamando de blogueiro maconheiro, porque neste país se tem o costume idiota de que quem defende a maconha é maconheiro, quem defende os GLBT é homossexual e assim vai. Não é que você defende a idéia só porque ela vai de encontro aos seus interesses, nem sempre, quando se defende uma bandeira pode ser tanto por interesse próprio como simpatia pela causa, ou por entender que aquilo é o melhor ou justo segundo sua reflexão, pensamento ou opinião.

        Segundo, aborto, esse aqui é um pega pra capa que não é brincadeira, os cristãos (católicos e evangélicos de todas as denominações) são contra por princípios de dogma e ponto final, já os que são a favor, alegam que a mulher que tem condições, vai pro exterior e faz lá com segurança o seu aborto, e já as que não têm condições, fazem de forma clandestina e em clinicas de péssimo estado, o que gera a complicação e morte destas mulheres, ou seja, com a legalização, diminuiria o índice de mulheres mortas por tais fatos, além de alegar que o corpo pertence à mulher e ela tem o direito de decidir sobre ele, tudo bem.

        Agora vem a minha opinião, eu sou contra o aborto, com exceção dos casos de estupro e de risco de vida para a mãe, o que muita gente acho contraditório, porém não são, a maneira de concepção foram diferentes, e suas reações são completamente opostas, a mulher estuprada, ela foi obrigada, ela foi abusada de forma indesejada, teve seu corpo usado de forma desumana e cruel por um desgraçado, que vai gerar um trauma horrível nesta mulher, que vai carregar parte daquele que ela mais repugna dentro do seu ventre, isso pra qualquer um é um terror macabro, o que isso vai acabar com o psicológico, emocional, físico e o espiritual desta mulher é incalculável, além de ficar a beira de um suicídio ou de outro ato contra si ou outros.

        Já a mulher que fez porque quis, com o camarada que também fez porque quis, essa dai não tem desculpa não, tá careca de saber sobre métodos contra-conceptivos, toda hora esse tema é debatido na tv, o Ministério da Saúde garante lá no posto camisinha e pipula, faz campanha de conscientização para a população, na farmácia da pra comprar camisinha e anti-concepcional num preço bem acessível para todos, e mesmo assim os dois me fazem sem nenhum desses métodos pra não engravidar, além de correrem o risco de pegarem uma doença sexualmente transmissível como sífilis, gonorreia, hepatite b e a temida AIDS.

        Assim não dá, e quem menos tem haver com o ocorrido que pague o pato, nada disso, ter um filho é coisa séria, nada contra o sexo, muito pelo contrário, sou a favor, já dizia Lennon – “Faça amor, não faça guerra”- porém, com camisinha e com consciência. Pois o sexo é natural, não deve ser repreendido, mas desde que se pratique com segurança e maturidade, responsabilidade.

        Se vocês perceberem, a maioria dos problemas não esta no fato, nos efeitos, na coisa ou no sujeito, mas sim na cabeça dos que fazem a coisa acontecer, dos responsáveis. Exemplo, o problema da maconha não é ela em si, mas da cabeça de quem a usa, da formação, do pensamento de quem usa, o mesmo para o aborto, porque não se evitar a chegar nessa medida tão extrema com um ato tão simples que é usar uma camisinha, tomar a pílula, e com todo respeito a igreja, mas o sexo tá ai como a agua pra quem tem sede, seja racional, diante do fato que o sexo esta ai, e todo mundo faz, casado ou não, é preferível fazer com responsabilidade e prazer do que ficar negando camisinha e pílula, e deixar que o mundo se acabe em DSTs e filhos largados no mundo, e mulheres, sim vocês são donas de seus corpos, mas ninguém tem o direito matar ninguem.

        Gente o assunto vai longe, e eu vou dar um intervalo neste post, porque senão isso não acaba, além do mais, não fico devendo mais os dias que eu fiquei devendo posts, mas eu escrevo quando eu estou com vontade e idéia boa, para que saia coisa com qualidade e não post pra encher linguiça e ocupar espaço, tem que ser construtivo, do contrário, nem é valido postar, ah o João e o Dionísio parece que vão demorar pra mandar alguma coisa, estão pendentes, já o Polisto e o Zéphiro, nossos trovadores, estão com poesia pra mostrar.

        Camaradas é isso, e outra coisa, não espero que concordem comigo, mas se eu já despertar em vocês o espirito critico, o ato de pensar, não aceitar nada pronto como verdade, já me dou por feliz, não quero concordadores, quero pensadores. Hasta el próximo post.

domingo, 17 de outubro de 2010

Torpe a Sedução


E quando a penumbra noite envolte o fadigado guerreiro, que tem o peito flagelado pela veracidade dos fatos, se faz vunerável, cai em pecado, e é consolado maquiavélicamente pela sedutora rendição.

Idiota
Não veies que é inútil esse embate
A luta vossa...
Que ao passo que consolidas um tijolo
Derrubam toda a tua obra
E que o passar dos dias...
Só lhe dão a certeza de tua morte
Ridícula e inglória

Idiota
Desista enquanto lhe resta vida
Arranca-te deste coração
Esta compaixão destrutiva
O próximo não merece
Desista desta gente
Estão fadados a desgraça certa
Foi o que escolheram

E não se encha de esperança
Com os novos filhos que vem a terra
Pois logo serão corrompidos
Se não de imediato
De pouco a pouco
Até que não lhe reste chances alguma
Renuncie ao amor
Renuncie a o que te leva a isso

Caia-te na luxuria
Te embriague de egoísmo
Viva a que tem por direito
E o que não tiver também
Te entorpeça dos prazeres mundanos
Ate ficar anestesiado a realidade
Se desligando de tudo
Feliz corrompido por fim
Condenado por inteiro



- Zéphiro Guerra -

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Triste retrocesso politico

        Mais uma vez o vale tudo eleitoral entra em cena, de um lado o tucano desesperado José Serra, que para ganhar votos grita aos quatro ventos que um cristão verde, e é santinho aqui, e terço lá, e dale demagogia eco-cristã. A Dilma para não perder a liderança renuncia a laicidade do Estado ao declarar uma carta na qual ela não ira afrontar os princípios cristãos, mas que princípios são esses? Como eles estão sendo interpretados? Com todo respeito os cristão de todas as denominações e Igrejas, mas novamente repito aqui, o Estado Brasileiro é regido pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e não pela Bíblia Sagrada.

        E outra, o Presidente da República não tem que ficar agradando certos setores e governando para certos setores, ele tem que cumprir com os deveres que a nossa Constituição impõe a quem usa a faixa presidencial. É triste ver que um momento tão propicio para se discutir o Brasil, como avançar, o que esta errado, como consertar, ser jogado de lado para meras picuinhas retrogradas de natureza doutrinal e dogmática, será que nestas eleições só ganhara quem provar que é cristão mesmo, como outrora se fazia na Europa Medieval? Será que o Papa é que ira outorgar os poderes ao Presidente de vez o povo?

        Sinceramente, vamos discutir educação, porque se candidato pensa num futuro prospero, condições de vida em ascensão e economia forte e crescente, ele só pode estar pensando em como melhorar a educação, sem educação sem futuro. Saúde é outro tema já estereotipado, fica naquele dilema, há eu vou construir tantos hospitais, eu vou construir tantos postos de saúde, sendo que esses postos de saúde eles não deixam com esse nome, eles dão outros, para dizer que o posto de nome tatata foi ele quem fez. Como se investir na saúde fosse caridade de vez dever né.
        
        A questão não é só construir mais equipamentos de saúde, é criar uma rede de saúde de fato, como deveria ser o SUS, uma rede integrada, olha eu preciso de um leito, o paciente é da região tal, ah manda pro hospital. E tem a questão das complexidades, a pessoa esta gripada ou com um problema de baixa complexidade, no posto mesmo pode resolver, a o problema já é uma diabetes, uma hérnia de disco, manda para uma policlínica, lá terá especialistas, e estruturas para o tratamento dos mesmos, agora o caso é grave ou de urgência, dai que se vai ao hospital, porém tem que tratar o camarada no posto para que a doença dele não agrave e lote o hospital, por isso temos que ter não somente instrumentos de saúde como também uma coordenação eficiente destes instrumentos.

       Economia é outra área de importância fundamental, como iremos investir, como levaremos a produção do campo para o porto sem que gere problemas e com rapidez. Como fazer como que a riqueza do país seja revertida para o povo, como vamos melhorar a condição de vida do brasileiro. Como gerar postos de trabalho entre outros.

       Além de temas que batem a porta como a criminalidade, reforma politica, tributária e do judiciário, uma nova constituinte para legislar onde fico faltando lei especifica. E criar ambiente para novos debates afim de esclarecer e aprofundar temas fundamentais que irão surgir com o crescimento desta Nação. 

       Veja como nos limita ficar só debatendo sobre aborto e casamento gay, será que o Brasil só se limita a isso? E o resto, será que não é importante dar mais atenção à educação, saúde, economia & infraestrutura, meio ambiente e segurança? Infelizmente o Brasil será privado destes debates tão fundamentais para o povo, pensem nisso no dia 31 de Outubro.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aurora esperançosa


Acordo
Vou à janela
E contemplo o sol
Imponente e majestoso
Erguendo se ao leste
Ligo o radio
E ouso surpreendido
O que o jornalista fala:

“O povo sai às ruas e instala a revolução...
Tomaram o poder e instalaram o governo popular...
No primeiro pronunciamento declaram...
A pobreza e a miséria estão proibidas,
A distribuição das riquezas será imediatamente implementada,
A terra será dividida por imediato,
O capital é do povo,
sua captação não pode onerar o mesmo,
e será usado pra usufruto do povo e somente dele.
Por fim o estado é pelo povo e sua felicidade,
e que se revogue as disposições em contrário...”

Mas desperto
Vejo que fora só um mero doce sonho
Foi ai que vejo o mesmo sol
Majestoso e imponente nascendo ao leste
E neste movimento penso
Será que é hoje?


- Zéphiro Guerra -

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Crônicas de Arranha Céus – O pecado bate a porta – II Parte-Final

- Puta merda Guilhermina, o que você colocou nestas malas?

- Só o necessário!

- Ou seja, um closet no mínimo, hahahahha...

- Engraçadinho o senhor não, palhaço!

- Hahahahha, nervosinha! Onde eu coloco estas duas aqui?

- Ponha perto do armário, e essa menorzinha coloque encima do criado mudo.

- Mas algo sinhá?

- Vou fingir que não escutei isso – retruca ela – Não, é só isso. E alias o senhor não irá se vestir não? Tem uma dama no recinto.

- Hahahaha, já se sinta muito digna por eu estar com este roupão, pois por mim andaria de corpo livre.

- Libertino!

- Vindo da senhorita é um reconhecimento inquestionável.

- O que você quis dizer com isso hein?!

- Hahahhaa, nada, nada, mas e então, já esta empregada ou não?

- Trabalho... hahahahaha, nem morta.

- E então viveras de que?!

- Da minha arte!

- Desde quando prostituição virou a 8° arte?!

- Oh! Vai continuar a sessão de coices ou vai me dar um intervalo para eu recuperar o espirito?!

- Hahahaha, desculpe-me, é que terei que reaprender a viver com outra pessoa sobre o mesmo teto.

- Ih rápido, mas mudando de assunto, você esta namorando a Laura ou ainda estão na roubada do sexo? Alias faz tempo que não a vejo, raramente nos conversávamos pela internet.

- Ah não, se não vai querer ressuscitar isso não, mas que mania é essa que todos têm em achar que somos almas gêmeas, de querer nos casar!

- Calma, só perguntei.

- Continua a ”roubada do sexo“.
- Sabia, mas vocês não mudam mesmo.

- O que a senhorita esta falando, lembra-se daquela promessa de casamento que você e o Beto fizeram?!

- A nem vem, nos estávamos bêbados.

- Mas durou depois mais 3 meses.

- Revanchista!

- Hahhahaha, tuchê senhorita.

- Quer saber, eu vou tomar um banho, depois nós continuamos essa conversa.

- Mas vê se não demora que depois sou eu.

- Vou pensar no seu caso – diz ela me fazendo um dengo de mandona.

          Quanto ela pegava suas coisa e ia em direção ao banheiro, eu voltava à mesa para comer o resto de macarrão que tinha esquentado, como enquanto escuto o noticiário, depois coloco o prato na pia e vou a varanda fumar mais alguns cigarros, e Guilhermina ainda naquele banheiro, e a minha impaciência começa, fumo 6 cigarros e nada dela sair do banheiro, quando o 8° acaba, jogo a bituca no balde, entro no banheiro e penduro o meu roupão no gancho detrás da porta, abro o box e entro no chuveiro junto dela, ela com a cara de raiva e de surpresa dispara:

- Oh, eu tô aqui ainda se não percebeu!

- Tá, mas mediante a sua demora sou obrigado a tomar alguma medida.

- Apressado!

-Ah pronto, agora eu sou o apressado, a senhorita que é lerda.

          Ela resmunga e continua a tomar seu banho, foi ai que comecei a observa la com outros olhos aquele corpo no qual já tinha desbravado por algumas vezes. Porém estava mudada, mais mulher parece, com suas sinuosidades mais ressaltadas, de pele alva, porém nada de exagero, era simétrica, de seios, coxas e bunda formosa, ressaltados pela água que caia sobre ela e deslizava sobre suas curvas, o sabonete a valsar sobre aquele corpo que me começava a despertar vontades, de um olhar observador passou para de um predador antes de ter sua presa sob vosso julgo.

          E conforme a suas mãos passeavam em seu corpo, o meu se preparava para dominar lhe, foi quando ela se virou de forma a ficar de frente a mim, e percebendo o meu olhar e o brilho estranho dele, que a observava.

- Heitor, pare, não ouse.

          Inútil clamor, em andar lento, como um lobo a cercar a presa, me dirigi a ela, que recuava a cada passo de avanço que eu dava, por fim, não tendo mais como recuar, pois já estava contra a parece, me lanço contra ela, que reluta, tentando me afastar, não adianta, na reluta dela meu prazer e minha vontade aumenta, consigo neutralizar sua resistência, forço meu corpo contra o dela, seguro suas mãos contra a parede, e por fim beijo a força, e aos poucos sinto que ela vai cedendo, então solto lhe as mãos, vou mordendo e beijando seu pescoço, quando sinto o cravar de suas unhas em minhas costas, então enfio meu falo latejante e pétreo em seu sexo, meto com força, de forma violenta entorpecido pelo ato e os seus gemidos ao meu ouvido enquanto a água quente do chuveiro cai sobre nós.

          Ao mesmo tempo que lhe fodia com força, ela me beijava de forma voraz, profunda e desvairada, de forma que isso me libertava a animalidade da alma, fazendo com que a fodesse com mais força e brutalidade, ao mesmo passo que seus gemidos se intensificavam, e eu a devorar lhe o colo, provar de seus seios, sentindo o chegar do gozo, dou uma ultima e forte estocada, então gozo ao contra ponto que escuto seu gemido forte e o relaxar do antes tenso e rígido corpo possuído.

          Respiro ofegante, e fico ali ainda ligado a ela, depois de nos desvencilhamos, recebo um tapa.

- Canalha! – diz ela com um tom sedutor na voz.

          E se vira de costas a mim. Vendo a em posição aberta e com o falo ainda insaciado, lhe seguro a cintura ao ponto que ela antevendo o próximo lance fala:

- Heitor, nem pense em fazer isso.

          E eu lhe respondo sussurrando ao seu ouvido.

- Tarde demais, somente aproveite o coito.

          Ao termino disto lhe coitei o abruptamente, ela geme alto, numa mistura de dor e prazer, estoco a de forma incessante e rudemente, profano aquele orifício rosado e apertado, me delicio a cada estocada, e me ébrio a cada gemido que ela soa. Depois que dou a ultima feroz metida, esporro generosamente, me sinto completamente saciado, volto a minha razão, e selo a consumação com um ultimo beijo lento e denso. Ao fim, terminamos de nos banhar, vestimos cada qual seu roupão e vamos cada um para o seu lado. E antes que eu entrasse no meu quarto:

- Não penses que sairás ileso de teu crime Heitor – diz ela com voz de ameaça – Não te esqueças de que o inimigo dorme ao lado – continuou ela...



- Dionísio de Aquino -

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Igrejas e Jornais; lobos autoritários sobre pele de cordeiros democráticos.

          Declaro já de inicio que sim, sou uma pessoa de ideias um tanto socialistas, porém não sou contra o capitalismo, desde que não este vigente, e sim o de Adam Smith, que é mais humano. Resumindo, não sou nem de direita e nem de esquerda, eu de fato humanista, e de fé cristã.

          E como humanista, não abro mão de certos princípios como a ética, a igualdade e a justiça social, a fraternidade, a liberdade, o respeito e o desenvolvimento sócio-econômico-cultural. Sendo assim, não posso me calar diante de certos setores da sociedade brasileira, e dou nomes aos bois, a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), a Igreja Católica e Evangélica, os jornais Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e a Veja.

          A CNBB e as igrejas Católicas e Evangélicas por pecar num principio fundamental, politica e religião não se misturam, cada qual com o seu qual, pois ficar fazendo terrorismo dizendo que se a Dilma for eleita, o aborto vai ser legalizado a torto e a direita, dizendo a seus fiéis que não votem nela para que essa “insanidade” não ocorra. Olha eu também sou contra o aborto, porém o país não pode ser furta de debater este assunto, para que possamos esclarecer as coisas, além do mais vendo o aborto como medida que poderia ser evitada, se começa a pensar outros métodos anticonceptivos que não sejam tão evasivos, como a camisinha, a pílula anticoncepcional, e tantos outros, além de campanhas de conscientização sobre este assunto.

          Não que as igrejas não tenham o direito de se manifestar, expressar suas opiniões, muito pelo contrário, mas que somente expressem e não influencie os seus fieis a terem a mesmas opiniões que a igreja, seja ela de que denominação for. O fiel tem a liberdade de ter opiniões divergentes da igreja, e deve se respeitar essa divergência.

          Além disso, o voto pertence ao fiel e não a sua igreja, que ele vote segundo sua vontade e não do sacerdote. Jesus já professava quando perguntado sobre o que ele achava sobre os altos impostos de Cesar:

“ – De a César o que é de César e a Deus o que é de Deus – ” (Mc 12, 17)

          Eu, mesmo que leigo em teologia, vejo esta frase como a seguinte afirmação, o Estado é o Estado e a Igreja é a Igreja, uma não deve interferir na outra, uma não pode se subordinar a outra. O Estado não deve se basear na Bíblia, e sim em sua constituição.

          E não me venham chamar me de petista ou dilmista, até porque eu votei no Plinio para presidente, apenas acho ultrajante essa ação das igrejas que só faz com que a democracia e a liberdade de opinião venha a perder. Cada cabeça uma sentença, como já dizia a minha vó.

          Já as mídias impressas como a da Folha e o Estado de São Paulo, feriram o principio mor do jornalismo, a imparcialidade dos fatos, entre azul e vermelho, a mídia tem que ser transparente, cabe a ela informar e não opinar, quem forma a opinião é o seu leitor, é vergonhoso ver dois grandes jornais se sujeitarem a esta manipulação de opiniões e impor a vontade de seus donos sobre os seus leitores, e a Veja nem se fala, ela é declaradamente parcial, uma ofensa gravíssima a democracia brasileira.

          A estes jornais, não cabe o titulo de jornal e sim de folhetim politiqueiro, que manipula opiniões a fim de ter a sua opinião imposta e colocada como certa, se intitularem senhores da verdade.

          É intolerável o que a direita deste país esta fazendo para impor suas vontades, manipulando, mentindo e terrorizando sobre candidatos que divergem de suas opiniões, fazem do povo massa de manobra, para alcançar as sua vontades, seus egoísmos.

           Triste é a Democracia Brasileira, que tem como membros de sua sociedade, setores tão autoritários, não respeitando a opinião alheia, e vendo a sua como a uma que esta certa. Falam que são a favor da democracia, mas só quando esta vos convém, um dos princípios do regime democrático é o respeito às opiniões divergentes. Respeitar e ter sua opinião respeitada é fundamental para a democracia, do contrário, o voto de cabresto ganha nova roupagem, porém continua sendo incabível e repugnante.

          Brasileiros, no dia 31 de Outubro, vote com a sua consciência, no que você pensa e acredita, e não no que te influenciam ou segundo o pensar dos outros, o voto é seu e você vota em quem quiser, segundo a sua reflexão, seu pensamento, seus ideais, suas escolhas. Não perca esse direito que por muito tempo nos foi tirado, exerça o!

sábado, 2 de outubro de 2010

Trechos de Ruy Barbosa

            Ao magnanimo Sr. Ruy Barbosa, jurista de renome incomparável, constituido de universidades mentais colossais em suas potencias, pai por direito da república brasileira, e patriota nato, em resumo, um homem a frente de seu tempo, um homem atemporal.

         "A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada."

        “Se os fracos não tem a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional.”

        “Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde.”

        “Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro.”

        “Eu não troco à justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela superstição, a realidade pelo ídolo.”

        “Amigos e inimigos estão em posições trocadas. Uns nos querem mal, fazem-nos bem. Outros almejam o bem e nos fazem mal.”

        "Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega à alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida."

        “O governo da demagogia não passa disso: o governo do medo.”

        “A existência do elemento servil é a maior das abominações”

        “As leis que não protegem nossos adversários não podem proteger-nos.”
       
        "A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é o maior elemento da estabilidade"


- Ruy Barbosa -

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Crônicas de Aranha Céus – O pecado bate a porta – I Parte

         Acordo as 7h 30min de um domingo por esquecer de desligar a merda do despertador, jogo o com tudo contra o chão, por fim ele para, viro e tento voltar a dormir, inútil, viro e reviro, e sem êxito, me levanto da cama, coloco o roupão, o apartamento esta frio, saio do quarto, sigo pelo corredor até a cozinha, pego meu maço e o isqueiro, vou até a varanda, me sento na cadeira de praia que deixo lá, e coloco meus pés sobre a grade, acendo um cigarro, fumo enquanto olho para a cidade, e fico por um tempo ali, sem pensar em nada, adoro, é como se finalmente provasse do doce néctar da paz, como se fosse imune ao mundo. 
          
         Depois de fumar uns três ou quatro cigarros, vou à cozinha, ver se restou um pouco do jantar de ontem, ligo o radio e o deixo sintonizado numa radio de noticias, esquento o meu prato, pego o e vou à mesa para comer, quando ia me sentar, a campainha toca, vou à porta, e pelo olho-magico vejo uma ruiva estonteante, de olhos anis vividos e mal intencionados, com um vestido negro, curto, de decote generoso e colado ao corpo, de maneira que ressaltava aquele corpo sinuoso e bem apanhado.

          Porém, o curioso é que eu desconhecia aquela ruiva provocante que a minha porta se encontrava, contrariado abro a porta, ela um tanto surpresa pelos meus trajes, pois se percebia que só aquele roupão é que me separava da nudez completa. E sem se apresentar ela vai entrando, e se joga no sofá, e eu a mira lá de forma a interrogar lhe:

- Em que posso ser útil senhorita?! Pergunto a observando.

 - Hahahah.... Sabia que não me reconhecerias, parece que a maconha que nós fumávamos na faculdade lhe custará a memória não?!

           Neste instante um turbilhão de imagens e memórias me veio a cabeça, e diante daquela frase a incógnita ruiva se desmanchava.

 - Guilhermina?! – questiono a com a fisionomia surpresa.

 - Ah! Finalmente, já estava crendo que tinhas esquecido se de mim, o que não seria fácil depois dos fatos que vivemos juntos.

 - Hahaha... De ti não me esqueci, porém, me lembrava de uma Guilhermina de cabelo curto e loira. E além do mais, não estavas em Berlim?!

 - Ah! Estou farta da Europa! Continentezinho arrôgante!

 - Mas não era você que era louca pelo Velho Continente, reduto de mundo civilizado, de vanguarda e mentes abertas?

 - Nem me fale, confesso, estava errada, não que não seja, mas também não é tudo aquilo, eles são xenofóbicos e com complexo de superioridade, veem as brasileiras como putas, se eu não me imponho eles avançam o sinal e fazem o que bem entendem.

 - Ah não, você Guilhermina?! Uma libertina convicta, negando fogo?!

 - Jamais! Porém não sou mulher de se deixar ser mero brinquedo sexual, também quero prazer.

 - Hahahaha... Pelo jeito voltou pra ficar mesmo hein?

 - Parece que já entendeu tudo em Heitor! - e ao falar isso me olhava de forma travessa e leviana.

 - O que a senhorita quer dizer com isso?! – perguntei lhe olhando de forma a estranhar la.

 - Oras, não te lembra do convite que me fizeras há um ano, que caso eu voltasse da Europa e não tivesse onde ficar poderia fazer lhe companhia?

           Putz!! Tinha me esquecido disso, merda, me lembro de quando fiz esta proposta estava pensando no lazer, se é que vocês me entendem, e naquela época eu trabalhava de auxiliar de administração, o que fazia as contas serem pesadas se contarmos o apartamento, comida, luz e outros. Ou seja, uma grana a mais era mais que bem vinda.

           Juntava o útil money a agradável e devassa companhia de Guilhermina. Porém agora a situação é outra, pois tenho um salario bom e aprendi a gostar da liberdade de se viver sozinho. Não dava pra dizer não, nunca fui muito bom em dizer não, e por causa disso, já estive em muitas confusões, a maioria não eram nem minhas.

           E quando ia tentar dizer, me vem um taxista com as inúmeras malas, perguntando a ela onde poderia deixa las, quando vi a cena, vi que desfazer o prometido não resumiria num simples não, e a única alternativa era acatar os fatos, não moro mais só.

           Ela responde que poderia deixar na sala mesmo, que depois ela resolveria isso, vai até ele e o paga, e fecha a porta que eu tinha esquecido aberta. E me pergunta:

 - Aquele quarto vazio ainda esta vazio?!

           Demorei um pouco a responder, atordoado ainda pelos recentes fatos, e percebendo a pergunta dirigida a mim respondo:

 -Sim... sim, mas ainda esta com aquela cama que você odeia.

 - O que?! Não se desfez daquela coisa que você chama de cama ainda?! – reponde ela incrédula.

 -Ora Gui, eu nem uso aquele quarto, por que diabos iria remobiliar lhe?!

 - Filho da Puta! Quando você me convidou pra morar aqui pensava que eu iria dormi aonde, no sofá?!

- Hahahha... Claro que não, dormiria no meu quarto.

 - E você dormiria aonde Heitor?!

           E de forma descarada e com um tom igual respondo:

 - Com você, até porque o quarto é meu.

 - Descarado, então só me convidou pensando nisso né? – retruca entre risadas.

 - Não dispensei esta possibilidade.

           E continuamos a conversar enquanto a ajudava a levar as malas dela no quarto que agora era dela...

 - Dioniso de Aquino -

sábado, 25 de setembro de 2010

Exilado em Terra Pátria

           Uma homenagem menor ao grande Gonçalves Dias, que com certeza versaria melhor que este humilde ser, que tenta em versos, expressar as mazelas que nessa terra perpetua dolorosamente, a altos preços.

Minha terra perdeu suas palmeiras
Onde nem já mais cantava o sabiá
Pois a passarada que aqui gorjeavam divinamente
O homem branco as fez se calar

Nosso céu esfumaçado perdeu o brilho das estrelas
Nossas várzeas perderam suas flores
Nossos bosques perdem pouco a pouco a vida
E nossa vida, ganha cada vez mais horrores e dores

Em cismar, sozinho, à noite
Insisto esta terra amar
E ei de ver o regresso das palmeiras
E de novo contemplar o canto de sua Majestade
O sabiá

Minha terra tem primores,
Que os usurpadores
Mandaram confiscar
E para outras terras
Mandam nossas riquezas
Mandaram para além mar.

Em cismar, sozinho, à noite
Insisto esta terra amar
E ei de ver o regresso das palmeiras
E de novo contemplar o canto de sua Majestade
O sabiá

Não permita Deus que eu morra
Sem que volte a reconhecer a minha pátria
Sem que desfrute das lutas de fazê-la
Voltar a ser a grandiosa terra
Que tem palmeiras, nas quais canta o sabiá
Pois hoje não a reconheço, e o que reconheço
O homem branco se não usurpa, manda matar

- João Piatã Ibiajara -

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Carta aberta aos Ministros do Supremo Tribunal Federal

          Aos Srs. Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, e as Sras. Camén Lucia e Ellen Gracie, eu vos parabenizo imensamente pelos votos favoráveis a lei "Ficha Limpa", pois ao votarem favoráveis a esta lei, não votaram só pela sua legalidade, mas também votaram a favor do povo brasileiro, de uma politica mais honesta e ética, na defesa do estado democrático e na volta da credibilidade na mais alta corte de nosso país. Novamente vos parabenizo pelos votos favoráveis a lei e o que ela representa para todo o povo brasileiro.

       E para os Srs. Gilmar Mendes, Marcos Aurélio, Celso de Mello, Cezar Peluso e Dias Toffoli, sei que os argumentos contrários à lei "Ficha Limpa" são de natureza verbal e jurídica, e eu na minha condição leiga no que diz respeito ao campo do Direito não creio que posso contrapor a altura, porém questiono aos senhores, e o espirito da lei? Sua alma? Seu cerne? O que o legislador, o povo brasileiro, quis expressar nos artigos, parágrafos e incisos desta grandiosa lei? Ele quis garantir a ética, a honestidade na politica, fazer valer a justiça, livrar das Casas legislativas e executivas senhores de moral e caráter deplorável, este foi o espirito da lei no qual o povo quis transcrever nesta lei, pois o povo não é qualquer legislador, é o Legislador Mor, pois é dele que emana o poder do Estado, então senhores ministros do STF, que tem o seu voto contrário a esta lei, reflitam melhor, pois quem se a tem a pequinês do detalhe, perde a grandeza da compreensão.


          Não se esta votando meramente a legalidade de uma lei, mas a esperança de um povo por uma politica mais ética e justa, que dê frutos de progresso econômico, social e moral, que extirpe do cerne da República todos os cupins que possam ter, que insistem em corromper a Nação, além de usurpa lhe, caros ministros, peço novamente a reflexão de vossos votos. A Nação volta seus olhos para esta Corte, e esperançosa espera ver ecoar para todos os cantos do País que a justiça foi feita e que a impunidade  e os impunes sejam exorcizados das instituições democráticas, e o proveito hediondo para favorecimento da corrupção será sanado. Desejo que esta casa de justiça seja a que garanta essa vitória ao povo brasileiro, e não a homicida do sonho nacional de se ver livre da corrupção.


Atenciosamente.

Evandro Garcia Shiroma, cidadão brasileiro

Crônicas de Arranha Céus - Entre surpresas e acasos.

          Por fim, chego ao escritório, e diante de mim aquele leviatã burocrático, constituído de celulose e tinta negra. Pego a cadeira, arrasto a para junto da mesa, e um a um começo a analisar, e de pouco em pouco, vou decepando a montanha de papeis, de modo a agradar minha visão, pois o gigante começa a ruir. Por volta do final da tarde, dou o golpe de misericórdia, e na ultima rubrica sobre o papel, me liberto da cruz pesada que me fatigava tanto.


         Cansado, mas com um sorriso no rosto, sai do escritório leve, relaxado. Em direção ao metrô, acendo um cigarro, chego à estação, apago o e desço as escadas. Sorte, o trem já vem logo se aproximando da plataforma, não perco o instante e corro direto para o vagão que se abria. Sento e solto o corpo, e me vem aquele suspiro de alivio, graças a deus o vagão está quase vazio, fico a olhar ao nada, e em pensar em nada. Crendo que iria ser uma viagem tranquila, na estação seguinte já contemplo o mundaréu de gente que se aglomerava na plataforma ao ponto de quase transbordar e invadir os trilhos, quando as portas do vagão abriram avançou um turbilhão de pessoas de todos os tipos possíveis, e eu lá sentado, por um segundo pensei que iria ser soterrado sobre aquela massa homérica.


          Mas por sorte que fui poupado, porém, não escapei ao ferrete de Pilatos, já que fui confinado num cubículo humano, a parte que me cabia daquele latifúndio metálico sobre trilhos, a minha esquerda uma mulher já pelos anos de Balzac, a minha direita uma garota por volta dos seus imaturos 15 anos, e a minha frente um homem bem alinhado, por volta dos seus 27 anos, o trem começa a tomar rumo, e no balance do percurso as conversas diversas se perpetuam naquele ambiente, desde a novela e o futebol e outras trivialidades, até o debate acirrado sobre a alma humana de mais alto grau, com direito a recitações de autores, obras e poemas.


          Mas ao fundo um casal em afago mútuo, de forma ternua, com beijos lentos, calorosos, abraços que tinham como fim trazer a pessoa amada para mais perto de seu âmago, de modo que se atracavam pelo amor, ou de forma amorosa, e não na carnalidade escancarada e massificada pela mídia. Por um momento tive a impressão de que nada morre, nada se perde, apenas nos foge dos olhos. Humanidade aquarelada, mudando de tom, mas ainda sendo a mesma cor, ou se mostram diferentes de modo à quase se igualarem.


          Porém via gente a tombar perante o cansaço de vossos corpos e mentes, e eu ficava a pensar, vale a pena à existência só para sobreviver? Ou seria a sobrevivência a esperança por melhores tempos, onde o sol por fim brilhara para estes que dormem apoiados nos cantos, janelas e assentos daquele vagão? Sociedade desvairada, com profundos e supérfluos seres, mas a mim não cabe o titulo de salvador da pátria, que o tenham os que assim desejam.


          Mas paro a reflexão, a estação que se aproxima é onde desembarco, e me antevendo ao fardo de penetrar aquela muralha constituída de homens e mulheres para chegar a porta e sair daquele vagão superpopuloso. Ufa! Consegui, e inteiro por sinal, subo as escadas da estação e saio dela, tomando o rumo de casa, ao chegar na rua, a garoa me faz companhia, mesmo que indesejada, pois me pega desprevenido, porém sigo o caminho, o que mais quero é chegar em casa, tiras os sapatos, sentar no sofá e colocar meus pés encima da mesinha de centro, o resto eu penso depois.


          Chego à esquina e entro na portaria do meu prédio, cumprimento o porteiro e vou para o elevador. Entro e aperto o botão do 12° andar, chego e me dirijo a porta do meu apartamento, ao entrar noto um cheiro de comida no ar, musica ambiente, um vinho e duas taças sobre a mesa posta iluminada pelo castiçal de duas velas, e por ultimo me chega alguém pelas costas que me abraça e afaga meu corpo, e eu a retribuir a acaricia, abraço de costa aquela pessoa, e pelo traçar das curvas do corpo e seu perfume campestre suavemente fresco e adocicado percebo quem é.


          Era Laura, espere um pouco, Laura? Não, os fatos não se conversavam, não estavam em comunhão. Então disse;


          - Quem diria, Laura Lafayett dando uma de romântica – começo a rir, e termino - Devo de estar delirando.


          E ela responde com um dengo de revoltada;


          - Então é assim que o senhor me agradece seu ingrato, acho que não vai querer o meu macarrão ao molho branco então né?!


          Respondi lhe entre risadas:


          - Não pode ser, romântica e ainda “chef de cuisine”, não pode ser a mesma Laura que conheço, não, devo mesmo de estar delirando.


          E ela esbraveja;


          - Mas é mesmo um ingrato.


          Quando ela se afasta de mim, viro e a reatenho em meus braços, a cubro de mim afim de lhe alcançar a boca e beija la ternamente, tendo o perdão daquela que beijo.


          Eu pego os pratos e ela servi, depois sirvo o vinho, jantamos entre conversas e risadas, depois valsamos ao som do tango triste que soa na sala. Valsamos colados como seres de paixão não declarada, juntos a rodopiar, um a sentir a respiração do outro, a se satisfazer somente do calor que o outro emana. Os desejos da carne cessam, ao fim de que a simples companhia já se faz prazerosamente bastante a nos. Estranho, mas não interrompo, pois gosto deste saboroso momento, e este valsar o mundo some me da percepção, me cego ao fim de expandir as outras percepções. O aroma de sua pele, a textura macia, a musica a nos inebriar.


          E por toda a noite íamos desfrutando deste momento até que o celular dela toca, e ela se separa de mim para atende lo, concorda com a pessoa ao lado e o desliga, pega sua blusa e sai apresada, se despede de mim com somente um beijo, sem mais nem menos, mulher instável, imprevisível, e deliciosa por isso. Desligo o radio, apago a vela, esvazio as taças, vou ao banheiro, ligo o chuveiro, vou direto pra debaixo d’água e fico ali um bom tempo, saio, desligo o chuveiro e me seco, e nu vou para cama, alias, estranho seria eu ir para ela vestido, sempre dormi assim, bicho solto, desinibido com meu sexo. Com o meu eu.


          E deitado me ponho a pensar naquele momento impar, um acaso, não compreendo, mas desde quando a razão entende a emoção, só sei que foi voluptuosamente delicioso. E em pensar nisso me pus a dormir. Despertador toca. Ah 7h 30min?! Merda!!! Esqueci de desligar o despertador...

- Dionisio de Aquino - 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Liberta te Operário


Liberta te operário, voe já
Voe! Ganhe mundo, fuja
deste chão imundo que lhe faz agonizar

Vá viver a vida
Veja como é simples,
como é linda...

Liberta te de tua escravidão.
Teu senhor é a desgraça.
Tua comida é a submissão.

Vá operário, liberta te então.
Se desfaça  de operário.
Cria te cidadão.

Se faz consciente.
Se faz presente.
Se faça vivente.

E quando for contemplado.
Não te esqueça ex-operário,
de teus oprimidos irmãos.

Mostre a eles o caminho,
sem definição,
da libertação.

E quando dentro de ti
Se esvaziar a servidão
E se transbordar a libertação

Será livre verdadeiro,
livre de tudo.
Feliz por inteiro.


- Zéphiro Guerra -

sábado, 18 de setembro de 2010

Crônicas de Arranha Céus - Acorda! Olha a vida, olhe a hora!

          São 7:30 AM, acordo com o despertador, percebo que Laura nem sequer percebeu a existência do barulho, saio da cama meio cambaleando, meio dormindo. A madrugada fora longa, e apenas pude cochilar depois da transa com a mulher que iria dormir até às 2 da tarde, burguesa dos Jardins, ela podia, o dinheiro do pai permitia a ela esta regalia, regalia esta que eu não tinha.


          Vou à cozinha, tomo um copo de água, após, ligo o chuveiro e vejo se desperto de vez, enquanto a água quente caia me sobre a cabeça, penso na madrugada que passou. Mas especialmente na parte anterior ao meu cochilo, mais vamos por partes e pela ordem, se não nos perdemos entre os desfechos da história.


          Noite de sexta, parece que carrega todas as luxurias em si, e a todos enche de desejos de que a noite não acabe mal, nada de mãos abanando, tem que ter história para contar amanhã, e nesta caça em que todos são caças todos são caçadores, se abre a noite, e no final dela, se conta os triunfos, omitem se as quedas.


          Mas nos atemos à história, às vezes me esqueço de que estou contando a minha estória, e não divagando, como poeta e filosofo frustrado que sou. Ixi, já estou puxando estórias antes da hora. Normal, verão isso muito no meu falatório, bem, voltemos ao assunto, naquela noite de sexta, sai da repartição cansado mentalmente, pensando em como me livrar daquelas malditas montanhas de papeis que estavam me esperando no sábado, pois tinha prazo apertado para entregar, foi quando o meu celular tocou, era o Beto, falando de uma balada, na qual ele iria com a turma.


          Não estava a fim de ir para casa, então confirmei, peguei um taxi, pois os ônibus estariam lotados, e eu não tava a fim de ficar naquela lata de sardinha infernal, como de sexta é liberado ir com roupa informal, até que dava pro gasto, chegando lá, o Beto já tinha dado um toque pro segurança, que ao me ver, já me deu passagem, lá dentro encontrei a turma, foi ai que percebi a presença de Laura, já tínhamos tido um caso, e de veras recaídas de ambas as partes, de modo para não acabar só a noite.


          A cumprimentei e fui ao bar pegar um drink de tequila para dar uma animada, e a noite foi indo, e se passaram mãos em partes de outras, como bocas, coxas, bundas, cinturas, lábios e línguas, mas no final da noite me deparo com Laura um pouco alterada, o que era normal a ela, boêmia inveterada, ébria convicta, porém, não podia eu condena lá, estava na mesma situação, então fui a ela, e comecei a conversar, no decorrer da conversa em meio a risos e fala embaralhada, eu a encostei na parede, e ai começou os amassos intensos, como o ponto de taxi ficava ali perto, a convidei para dormir no meu apartamento, como já ocorrera algumas outras vezes, ela não fez rodeios e logo aceitou, pegamos o taxi e fomos nos amassando, vigiado pelos olhares do taxista, que entre uma olhada e outra para rua, fugia o olhar a nos mirar, enfim chegamos, paguei o, e logo subimos, no elevador se prosseguiu o que no carro estávamos a fazer, mas com mais espaços para as mãos circularem e aproveitar o que os corpos ali dispostos tinham de melhor a oferecer.


          Chegamos ao 12° andar, e fomos direto ao meu apartamento, e pela sala fomos nos despindo, com beijos flamejantes de desejo, numa antropofagia sexual das duas partes, e na poltrona ela me jogou, e entre minhas pernas consumiu em delírios o meu falo latejante, e eu a me extasiar pelas caricias ali feitas. Eu a gemer de prazer com o desempenho formidável daquela mulher que ali entre as minhas coxas se encontrava.


          Depois de eu ter esporrado voluptuosamente, agarrei a com força e a joguei no sofá, a fim de retribuir os prazeres que ela me tinha proporcionado, fui degustando seu corpo, iniciando pelo pescoço, depois, devorando os seios fartos que tinha, chegando a sua cintura e por fim, a desejada flor desabrochada rósea, que a consumi intensamente, fazendo com que ela se retorcesse e gemesse ferozmente. Quando por fim da um ultimo gemido prolongado, que anuncia a ascensão do clímax, e descarna de tuas partes a força, fazendo com que se derramasse no sofá que estava.


          E a atendo em meus braços, a levei ao altar mor de nosso ato, e nos lençóis e deixei, e logo em seguida me coloquei entre suas pernas, ajoelhado e dubiamente ereto, comecei a adentrar e desbravar vossas profundezas insanamente, como um desvairado entorpecido de desejo ardente de consumação. E sobre ela fiquei a lhe provar o pescoço e o colo, enquanto lhe estocava vorazmente, de modo que minhas mãos agarradas as suas coxas, à firma lhe melhor.


          Quando finalmente nos extasiamos e entorpecemos na explosão de orgasmos e gozo projetados pelos corpos nossos que depois do fato consumado, caem fadigados, eu esparramado sobre a cama, e ela sobre meu peito a dormir. Laura é uma parceira notável, mulher fogosa, insaciável, com todo o respeito, mas uma puta memorável. Parece que nossos corpos se completam, conversão, devoram se prazerosamente.


          Desligo o chuveiro, saio do flashback, retorno a realidade, me visto rápido e parto a correria louca, pois me encontro atrasado, eterno tempo carrasco, sempre a mim contrário, desço pelo elevador, saio a rua e me dirijo ao metrô, sigo rumo ao escritório, mas esta parte vos conto em outra oportunidade, necessito termina com esta papelada antes que os prazos expirem e o diretor me ferre sem piedade...



                                                             - Dionísio de Aquino -