Liberta te das amarras em que te prende, siga por caminhos que você deseja seguir, faças o que queres e não o que lhe induzam a fazer, ouse pensar, pense pelo semelhante, questione as coisas, reflita, viva a vida de vez só existir, não seja mais um na platéia, venha ao palco e seja o protagonista do espetaculo da vida, da sua vida.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Crônicas do Tempo no Teatro Existência
sábado, 3 de março de 2012
Relatos de um Proletário
Acorda Zé, o sol ainda nem nasceu, mas já levantas, a luta cedo pra ti começas, mordiscas o pão mucho que tens, e se dificil for para engolir, agradeças que o café ralo e frio que ainda te resta para o pão guela abaixo empurrar. E banho frio tomas rápido, acorda te de fato, e pro trabalho já se vai. Ao ponto te encaminhas sobre o passo iluminado da lua que irradia onde a luz dos postes falta.
Ao chegar, teus comapnheiros encontra, acende um cigarro para o tempo passar, quando esfumasse as o ar, vem da estrada mal asfaltada um dos ônibus que tens para pegar, sem luxo, nem frescura, empurras para ser empurrado, e por fim, pra dentro do maquinário que te transportas entras, e de pé haverá de ficar. Cochila Zé, porém não perde o ponto, é este, te engalfinhas entre essa gente para descer.
Vamos Zé, o sol já nasceu e ainda tens muito a caminhar, o emprego te aguarda, corre! Senão a ti não mais esperaras. Chegara quase que atrasado, o patrão não lhe indulgirá, tens que cumprir a meta de produção, pois do contrário, na rua se encontrara desempregado. Labuta Zé, o salário é pouco, mas é o que tens para tua miserável sobrevida, olha a hora, o almoço tera de aguardar, a tarefa ainda resta para terminar.
Ei Zé! Ta cochilando? não tens esse privilégio, o supervisor é severo, não ira perdoar tal desleixo, te ponha nos eixos, vais trabalhar! A sirene proclama em toda fabrica que a labuta por hoje se finaliza, pegas teu cartão, bata o ponto, e ao terminal se encaminhas para tua maloca retornar. Ruma a avenida, porém a batida ira lhe tardar, o oficial não lhe é camarada, te aponta à arma e nno muro te esmurra, depois da sessão de autoritarismo, vai o Zé de roupa amarrotada e cara esmurrada para casa, desfrutar do puco descanso que tem para aproveitar.
Porém num tiroteio inesperado, por uma bala de rota infeliz, fez do Zé o corpo que jazi no asfalto negro que tons de vermelho começa a ganhar, pobre Zé, finalmente iras descansar de fato, maltrapilho, maltratado, largado em cova rasa com uma placa numerada.
Morreu o indigente, que com seu braço fez do trabalho a riqueza dos homens que ainda exploram outros Zés como ele, moradores de malocas nos rincões constituídos de quebradas, barracos e vielas, existências de sobrevida, triste realidade não fictícia das metrópoles de uma nação chamada Brasil.
Zéphiro Guerra
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Clamos a Letargia

Que beleza seria ficar neutro a tanta tristeza
Não ser parte complacente a tal mazela
Ser parte aparte desta quimera
Constituída de mazelas e mais mazelas
A personificação malévola
Desta merda
Que se denomina sociedade
Com toda sua desigualdade
Que se tem consentida
Aceita e admitida
Como tal, coisa natural
Processo, estado existente
Indiferente a nós
Requerentes ou requeridos
Aqui assistindo as cenas
Aos fatos
Deploráveis, devassos
Quem dera me ver livre dela
Fora deste ambiente
Retrógado
Selvagem
....decadente
- Polisto Villa Grande -
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Hipocrisia e o humor na base do “quando nos convém”
Isso lembra o caso do Lobato, não?
Da fofoca e da profunda superficialidade do “disse me disse”, vamos às vias de fato e aprofundar em largo e profundo no tema, a Inquisição Moralista (Hipócrita) se levanta novamente, o herege, ou melhor, o humorista da vez é o Sr. Rafinha Bastos, por causa de sua piada sobre o comentário do ancora do CQC, Marcelo Tas, sobre a beleza da Cantora Vanessa Camargo, mediante a qual fez a seguinte piada:
“Comeria ela e o bebê......Tô nem ai”
Pronto, bastou essa piada pra se fazer um escarcéu dos diabos, um auê que nunca se viu. Os moralistas e companhia foram vorazes em suas declaratórias contra a piada e seu autor, até ai tudo bem, todo mundo tem direito a expressar sua opinião, seja a favor ou contra, porém o que se questiona é uma ordem de fatores quase que obscenos e vários sobre o ocorrido.
O primeiro é a piada em si, piada é piada, você tem duas opções, rir ou não rir, não gostou? Desconsidere, não dê bola. Segundo, piada não é opinião, ou seja, não é porque alguém conta piada sobre pobre é elitista, ou sobre mulher é machista e assim por diante.
A partir deste segundo ponto vou mais além, fazemos milhares de piadas sobre pobres, mulheres, principalmente loiras, gays, nordestinos, argentinos, portugueses e assim por diante, e nunca nenhum desses setores da sociedade, objetos das piadas, se rebelou contra a mesma.
Inclusive quem teria o direito de se reclamar sobre as piadas seriam as mulheres e os gays que são alvos preferidos e em eterna alta, mas não, estes se mostram superiores, sensatos, esclarecidos, riem das piadas até muitas vezes, como até as contam nos meios em que freqüentam, de modo que a piada é entendida como de fato é, uma critica a tudo, uma reflexão, ou quando não há é, uma maneira engraçada de se enxergar um fato.
Agora do mesmo jeito que vaiam e atiram suas oratórias contra o herege em questão, não alegam um Ai contra o Zorra Total, que esse sim faz piadas de mau gosto se for seguir a linha de raciocínio dos inquisidores, pois quando mostra a mulher sempre em situação de semi-nudez, ou com trajes sensuais, a mostrar que só tá lá porque tem um corpo bonito e não por ser uma profissional qualificada, ou seja, é exposta como um produto na vitrine, que por ser atraente, chama atenção. Uma clara declaração de que a mulher é um produto, um pedaço de carne.
Se não bastasse isso fazem estereótipos não só das mulheres como dos nordestinos, gays, pobres, e outros. A isso ninguém diz nada. Ou seja, hipócritas, porém, mas hipócritas que as mídias e seus jornalistas inquisidores, é o povo que tem na fala destes como verdade absoluta e toma partido dos mesmos sem nem ao menos pensar sobre o assunto e se olhares no espelho.
Argumentam na base do moralismo, pois o alvo foi uma mulher grávida, mas na verdade, o alvo foi uma mulher que tem um marido influente e milionário, que ameaçou tirar do programa os patrocinadores, dai o porquê do afastamento do Rafinha Bastos do programa, entretanto, Rafinha Bastos não é um reles funcionário da Band, é um camarada que tem mais de 3 milhões de pessoas, ou seja uma influencia e reconhecimento considerado até por um dos maiores jornais do mundo, o The News York Times.
Ou seja, o embate é de cachorro grande, e diante deste digladiar de gigantes, a mídia inflama a fofoca jornalística pra vender jornal e espaço publicitário sobre a desculpa do moralismo aqui já citado. E isso já não é de hoje. Há tempos a mídia faz dessa geração “stand up” seu ganha-pão, na base do sensacionalista, mas quando é a Veja, o Estadão, Folha, sites e seus colunistas que tratam do assunto é jornalismo. Na verdade deixa de ser lepra e passa a se denominar Hanseníase.
Ou seja, a mídia se traveste de Sonia Abrão, e como Nero incendeia tudo, quanto pior melhor. O que não ocorre com o Sr. Boris Casoy que ridicularizou os garis e foi afastado por um tempinho, contudo passou ao caso sem nenhum arranhão, ileso. Isso mostra bem um fato interessante que coloquei no titulo deste post, o humor na base do quando nos convém. Ou seja, desde que não atente contra uma figura poderosa e influente, não tem nenhum problema, de modo que podemos satirizar as minorias e setores não aceitos da sociedade.
Caso do Zorra Total gozar de sua indulgencia perante aos casos claros de estereótipos múltiplos. Entretanto o mais triste é que um país inteiro se inflama e se debruça sobre o caso “Rafinha Bastos” e desconhece o que acontece no Congresso Nacional, ou seja, levam a sério o que é piada, e levam como piada o que deveriam levar a sério. Assim vamos mal....assim vamos muito mal.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Um leve dissertar sobre liberdade
Pois bem, deste desafio nasceu este humilde texto, um breve e sintético texto que ouso dissertar sobre a liberdade, e sendo a mesma, sempre vista como monocromática, ou unilateral, creio ter ido meio por Sartre, que para mim foi e ainda é um dos melhores definidores deste direito tão abstrato e incompreendido.
A liberdade é o livre exercício da ação de toda natureza desde que não cerceie o direito alheio, seja individual ou coletivo. Seja do individuo para com o coletivo, como vice versa, a maioria não é soberana, nem a minoria senhora de privilégios. A harmonia não consiste em igualdade, mas sim em equidade. De modo que não precisamos ser todos iguais, mas sim estarmos em harmonia...
Diante disto, é possível entender o fato da liberdade ser alegada como defesa, porém é alegada sobre a mascara do autoritarismo. Da imposição da opinião do opressor ou opressores para toda a sociedade, de modo que a liberdade seja uma palavra vazia de sua essência.
E usada de forma demagoga e de fachada para o uso do autoritarismo, então a liberdade não é e nunca foi o problema, mas sim quem a usa de forma deturbada, ou seja, o detentor do direito da liberdade em toda a diversidade de sua natureza, para fins de ego e prepotência.
Que se utiliza do mesmo, numa forma antagônica ao seu amago, para fins de cercear ou coibir praticas, ações que vão de contramão a sua aprovação ou aceitação, dai provém os regimes. O que por fim da cara a nossa pseudodemocracia, pois na defesa da liberdade, o dominante impera tiranicamente sobre os demais, com a desculpa do exercício pleno do direito da liberdade de expor suas idéias, mas o faz de modo a não respeitar a alheia.
Exemplo: Rede Globo, Folha, Veja e Estadão com os ricos, tv bandeirantes com os agropecuários, Rede Record com os evangélicos, concluindo que a liberdade consiste em verdade na comunhão de 2 verdades, no direito de ter a liberdade e exerce lá, como no respeito da opinião conflitante a sua, e entender que da jus a questão e o não cercear do direito do semelhante sobre a putrea alegação do direito a liberdade, pois tanto a liberdade é um direito no que tange o seu exercer, tal como o seu dever em respeitar o exercício alheio da liberdade. Sempre sobre a óptica da harmonia social, sobre o redijo da Carta Magna.