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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cartas a Eternidade

Não vejo a pedra como o empecilho de meu caminho,
a contemplo como futuro ladrilho de minha estrada.
Não temo o eclodir do vulcão e seu emanar em mares de fogo,
visto que o solo que incendiou se colhera uma safra melhor que qualquer estação pudera prover.
 

Não chorei a partida de quem prezava,
pois em mim vivera eterno nas memórias que ei de me lembrar.
Não cultuei o ódio,
pois não é sábio se envenenar por orgulho.
Não justifiquei o erro,

pois isso nunca inocentou alguém.
Amei muito sem ser amado,
pois se privar de amor é morrer sem se perceber.
 

Vivo de erros e acertos,
E não me arrependo dos fatos que me trouxeram.
Escrevo minha vida, como quem zomba da morte,
Pois nestas palavras fraseadas,
da morte me eternizo em lira vivente
que há de ser entoada pelos trovadores que me sucedem


- Zéphiro Guerra - 

sábado, 3 de março de 2012

Relatos de um Proletário

Antes da obra, quero por hora me justificar. Meio que larguei este livro aberto onde expresso o quque a inspiração impõe, e não só por abandono meu, já que os meus parceiros foram tão autores deste fato quanto eu, porém invoco o princípio da franqueza, pois não acho certo postar coisas só para ocupar espaço, fazer cena, visto que tenho por principio o ato de postar o que creio ser relevante, que valha a pena, com essência frutifera, já que do contrário , nada agrega, ou pior, só onera, Mediante a justificativa que não me absolverá, boa leitura e eis o meu possível regresso...

Acorda Zé, o sol ainda nem nasceu, mas já levantas, a luta cedo pra ti começas, mordiscas o pão mucho que tens, e se dificil for para engolir, agradeças que o café ralo e frio que ainda te resta para o pão guela abaixo empurrar. E banho frio tomas rápido, acorda te de fato, e pro trabalho já se vai. Ao ponto te encaminhas sobre o passo iluminado da lua que irradia onde a luz dos postes falta.

Ao chegar, teus comapnheiros encontra, acende um cigarro para o tempo passar, quando esfumasse as o ar, vem da estrada mal asfaltada um dos ônibus que tens para pegar, sem luxo, nem frescura, empurras para ser empurrado, e por fim, pra dentro do maquinário que te transportas entras, e de pé haverá de ficar. Cochila Zé, porém não perde o ponto, é este, te engalfinhas entre essa gente para descer.

Vamos Zé, o sol já nasceu e ainda tens muito a caminhar, o emprego te aguarda, corre! Senão a ti não mais esperaras. Chegara quase que atrasado, o patrão não lhe indulgirá, tens que cumprir a meta de produção, pois do contrário, na rua se encontrara desempregado. Labuta Zé, o salário é pouco, mas é o que tens para tua miserável sobrevida, olha a hora, o almoço tera de aguardar, a tarefa ainda resta para terminar.

Ei Zé! Ta cochilando? não tens esse privilégio, o supervisor é severo, não ira perdoar tal desleixo, te ponha nos eixos, vais trabalhar! A sirene proclama em toda fabrica que a labuta por hoje se finaliza, pegas teu cartão, bata o ponto, e ao terminal se encaminhas para tua maloca retornar. Ruma a avenida, porém a batida ira lhe tardar, o oficial não lhe é camarada, te aponta à arma e nno muro te esmurra, depois da sessão de autoritarismo, vai o Zé de roupa amarrotada e cara esmurrada para casa, desfrutar do puco descanso que tem para aproveitar.

Porém num tiroteio inesperado, por uma bala de rota infeliz, fez do Zé o corpo que jazi no asfalto negro que tons de vermelho começa a ganhar, pobre Zé, finalmente iras descansar de fato, maltrapilho, maltratado, largado em cova rasa com uma placa numerada.

Morreu o indigente, que com seu braço fez do trabalho a riqueza dos homens que ainda exploram outros Zés como ele, moradores de malocas nos rincões constituídos de quebradas, barracos e vielas, existências de sobrevida, triste realidade não fictícia das metrópoles de uma nação chamada Brasil.



Zéphiro Guerra

sábado, 14 de maio de 2011

Ambiguidade


Ser humano é ser ambíguo,
é avançar se retirando,
e morrer vivendo,
é gritar em silêncio,

é evoluir regredindo,
e de dor, sorrir,
é na guerra semear paz,
e do caos nascer a ordem,

é amor em ódio,
e se vingar com perdão,
é ter certeza incerta
é das ruinas prosperar

é vencer o impossível
é se ver só em aglomeração
e acompanhado em solidão
é confiar em quem nunca se viu

é defender a razão com o coração
é ser criatura de sua criação
é ser copia de seu reflexo
É ser indefinido por definição.

- Zéphiro Guerra -


terça-feira, 1 de março de 2011

Quereres

Não quero poder...

                  quero fraternidade

Não quero liberdade...

                     quero igualdade

Não quero caridade...

                        quero justiça

Não quero perfeição...

                      quero virtudes

Não quero idolos...

                         quero iguais

Não quero o impossivel...

                    quero revolução
  
- Zéphiro Guerra -           

domingo, 17 de outubro de 2010

Torpe a Sedução


E quando a penumbra noite envolte o fadigado guerreiro, que tem o peito flagelado pela veracidade dos fatos, se faz vunerável, cai em pecado, e é consolado maquiavélicamente pela sedutora rendição.

Idiota
Não veies que é inútil esse embate
A luta vossa...
Que ao passo que consolidas um tijolo
Derrubam toda a tua obra
E que o passar dos dias...
Só lhe dão a certeza de tua morte
Ridícula e inglória

Idiota
Desista enquanto lhe resta vida
Arranca-te deste coração
Esta compaixão destrutiva
O próximo não merece
Desista desta gente
Estão fadados a desgraça certa
Foi o que escolheram

E não se encha de esperança
Com os novos filhos que vem a terra
Pois logo serão corrompidos
Se não de imediato
De pouco a pouco
Até que não lhe reste chances alguma
Renuncie ao amor
Renuncie a o que te leva a isso

Caia-te na luxuria
Te embriague de egoísmo
Viva a que tem por direito
E o que não tiver também
Te entorpeça dos prazeres mundanos
Ate ficar anestesiado a realidade
Se desligando de tudo
Feliz corrompido por fim
Condenado por inteiro



- Zéphiro Guerra -

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aurora esperançosa


Acordo
Vou à janela
E contemplo o sol
Imponente e majestoso
Erguendo se ao leste
Ligo o radio
E ouso surpreendido
O que o jornalista fala:

“O povo sai às ruas e instala a revolução...
Tomaram o poder e instalaram o governo popular...
No primeiro pronunciamento declaram...
A pobreza e a miséria estão proibidas,
A distribuição das riquezas será imediatamente implementada,
A terra será dividida por imediato,
O capital é do povo,
sua captação não pode onerar o mesmo,
e será usado pra usufruto do povo e somente dele.
Por fim o estado é pelo povo e sua felicidade,
e que se revogue as disposições em contrário...”

Mas desperto
Vejo que fora só um mero doce sonho
Foi ai que vejo o mesmo sol
Majestoso e imponente nascendo ao leste
E neste movimento penso
Será que é hoje?


- Zéphiro Guerra -

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Liberta te Operário


Liberta te operário, voe já
Voe! Ganhe mundo, fuja
deste chão imundo que lhe faz agonizar

Vá viver a vida
Veja como é simples,
como é linda...

Liberta te de tua escravidão.
Teu senhor é a desgraça.
Tua comida é a submissão.

Vá operário, liberta te então.
Se desfaça  de operário.
Cria te cidadão.

Se faz consciente.
Se faz presente.
Se faça vivente.

E quando for contemplado.
Não te esqueça ex-operário,
de teus oprimidos irmãos.

Mostre a eles o caminho,
sem definição,
da libertação.

E quando dentro de ti
Se esvaziar a servidão
E se transbordar a libertação

Será livre verdadeiro,
livre de tudo.
Feliz por inteiro.


- Zéphiro Guerra -